Floresta Floreal história do nascer e crescer de uma cidade

Floresta Floreal a história do nascer e do crescer de uma cidade

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Livro Floresta Floreal

Livro Floresta Floreal
Foto da capa

O livro Floresta Floreal

Floresta Floreal conta a história de um pedacinho do antigo sertão paulista, então coberto pela Mata Atlântica, desbravado por pioneiros imigrantes, a maioria italianos. Em suas páginas são apresentados personagens e suas aventuras e desventuras, vidas que ajudaram a construir uma cidade. Numa perspectiva histórica, o livro mostra aspectos da cultura e da sociedade daqueles tempos, embalados pelos movimentos políticos e fatos marcantes das famílias, que a memória preservou.  O livro segue uma linha do tempo desde a época da floresta, 1928 até 1968, véspera da chegada do homem à lua. Ao mostrar cenários da exuberância da mata virgem e sua derrubada em nome do progresso desejado, também oferece espaço para reflexão sobre o processo de transformação que o homem conduziu e conduz até os dias de hoje. Elementos políticos também podem nos fazer refletir que só os nomes dos personagens se modificam.

Como nasceu o livro Floresta Floreal

O respeito pelo legado recebido e a vontade de conhecer como os pioneiros chegaram às terras cobertas pela floresta, nela construíram suas vidas e uma cidade, foram com uma chama a me inspirar escrever o livro. Resgatar histórias, entender o passado e conhecer como chegaram e viveram aqueles que formaram a então Vila Floresta, despertou a disposição para iniciar a empreita, uma jornada repleta de emoções e lembranças. O lampejo inicial surgiu quando, num evento com amigos antigos, reunidos depois de décadas, percebi que falávamos de um tempo e de uma cidade que existia apenas em nossas memórias, distante do momento presente. Éramos a segunda ou terceira geração desde a derrubada da floresta, e os anteriores, como chegaram, o que encontram, o que fizeram?

Essas as perguntas gritavam por uma resposta, poucos eram os registros escritos da história da Vila Floresta, Floreal.

Uma mente, um texto: conheça o autor de Floresta Floreal

Sou o Gilson Oliveira Marques, nasci e fui criado em Floreal. Posso dizer que carrego em mim uma visão própria e apaixonada sobre a cidade, posso chamá-la de lar. Cresci no seio de uma família numerosa, com quatro irmãs e um irmão. Minha esposa também é de Floreal e temos dois filhos, hoje adultos, batizados na mesma igreja onde nós o fomos, há décadas e décadas.

Na escrita de Floresta Floreal, incorporei-me na figura do meu pai, coloquei-me no seu lugar desde o momento da sua chegada ao coração da floresta. Busquei entender o mundo de então segundo a sua experiência. A narrativa do livro segue sob essa perspectiva. Como exponho na escrita, tomei emprestado o conceito de que eu já existia em meu pai, como hoje ele existe em mim. Procurei ver as coisas do jeito que ele via, ao menos tentei, coloquei-me sob sua pele e com ele caminhei pela Vila Floresta, por Floreal. Foi emocionante compreender sua história pessoal e a história da nossa família com a qual são alinhavadas as histórias das famílias florealenses. Liguei-me às experiências de meu pai, revi seus dias e seus esforços, testemunhando a transformação em curso naquele pedaço do oeste paulista. Entrei nas memórias do meu pai, senti suas emoções, seus amores e vivi suas alegrias e tristezas.

Pelos olhos do meu pai vi uma cidade aparecer enquanto a floresta desaparecia, os pioneiros chegavam e a vida acontecia.

Maria Tasso no largo, paineiras ao fundo

Personagens do Floresta Floreal são reais ou foram criados?

Todos os personagens citados em Floresta Floreal são reais. Há uma exceção, Tião Mateiro foi criado para apresentar a floresta e a região ao menino Duval, meu pai, que chega ali pequenino. Os nomes, datas, principais acontecimentos e outras informações foram colhidas em conversas com antigos moradores e em pesquisas em meios de informação. Todavia, Floresta Floreal é uma obra de ficção. Há uma linha de entrelace entre a história de Duval, meu pai, da sua família e das famílias florealenses. Relatos reais, conforme ouvidos ou pesquisados, foram costurados por situações criadas para a fluência da narração.

Banda Distrital de Floreal
Banda Distrital de Floreal

O livro Floresta Floreal

Gabriel de Andrade Junqueira Filho e Dejalci Eduardo Fontana Martins escreveram o Prefácio e a Apresentação do livro, respectivamente. Deles, tomo emprestadas palavras que sintetizam o espírito de Floresta Floreal.

Gabriel registra que “com o legado desta história singular, Gilson Marques transcende os limites das reminiscências e lembranças e nos faz habitar Floreal como memória…, passado e presente, tradição e tradução, reverência e preservação. Uma bonita e tocante história como forma de rememorar e reinterpretar um paraíso perdido pela ação do tempo e dos homens. Uma história entregue e que gera gratificação por tentar, em alguma medida, driblar a erosão do tempo, fazendo-o durar para as novas gerações.”

Dejalci sintetiza a essência do livro ao escrever que “Floresta Floreal é a história do nascer e do crescer de uma cidade”. Conclui que a “a cidade é o seu povo e a história é a alma desse povo. Floresta Floreal preserva e respeita a alma do povo, assim, Floreal não perde sua identidade.”

Resgate do passado, como foi a escrita de Floresta Floreal?

A escrita foi com base nas entrevistas e causos ouvidos, pesquisas em jornais, livros, cartórios, Internet.

Foram eles, os pioneiros, que construíram a cidade, desenharam a paisagem e guardaram em suas memórias momentos marcantes dessa empreita. Suas lutas no início do século XX no sertão do oeste paulista, seus sacrifícios, triunfos e perdas, foram recolhidos das memórias. Depois, transportados para o livro com honestidade, revestidos da emoção de uma linguagem necessária à narrativa. As vivências pessoais desses moradores antigos são a essência para se perceber como a história da comunidade foi moldada. Então, o livro espelha fatos e relatos do cotidiano, do dia a dia das pessoas, suas famílias e amigos. Ao recordarem, os entrevistados trouxeram da memória suas histórias. Estavam gravadas pela emoção sentida quando os fatos aconteceram. São esses os registros que ficam e que sobem à tona, aquilo que faz sentido à vida. Tudo renasce pelas lembranças dos entrevistados e da minha própria memória. Os meandros dessa memória nos surpreendem. Apenas fiz entrelaçar os fios desse resgate numa narrativa que dá sequência na história de Floresta Floreal. Registro gratidão a todos que compartilharam suas memórias, fundamentos do livro.

Meu desejo é que o livro inspire todos que buscam conhecer suas raízes e origens.

Veja no vídeo pequenos fragmentos de entrevistas.

A geografia, locais e pessoas retratados em Floresta Floreal

Tião Mateiro, o personagem fictício que vive no início de Floresta Floreal explica ao pequeno Duval em que parte do estado de São Paulo está a floresta virgem onde surgirá a Vila Floresta. Os grandes rios, o Tietê ao sul, o São José dos Dourados e o Grande ao norte, o Paraná a oeste… tudo é clareado para o menino. O traçado das ruas da vila que se forma, as nascentes cidades da região, nomes das principais árvores centenárias que caem, da caça abundante são contados. Tudo vai sendo conhecido pelo Duval e relatado aos leitores, que assim mergulham no universo geográfico de Floresta Floreal. As pessoas são retratadas com a fidelidade possível, naquele desenho que a memória preservou. No livro estão seus principais valores, detalhes e trejeitos, qualidades ou não. Personagens interessantes no contexto político, histórico e social de Floreal, que emerge a município por volta de 1960.

Floresta Floreal mostra um esforço para a preservação da história de Floreal. Todavia, levanta ao leitor a perspectiva de também conhecer sua própria origem.

Curiosidades sobre Floresta Floreal que você talvez não saiba

Personagens importantes e fatos inusitados surgem na narrativa de Floresta Floreal. Por exemplo, o Procópio Davidoff, desbravador e líder político, a proximidade do vizinho Pedro Nava, depois escritor notável e então morador de Monte Aprazível, município ao qual a Vila Floresta pertencia. O desprendimento e o humanismo do médico Antônio Vital Côrtes. As visitas do então governador do estado de São Paulo, o Adhemar de Barros à fazendo do Procópio. A luta do primeiro prefeito, Guilherme Lojúdice para abrir uma estrada.

Clodovil Hernandes, que chega criancinha e cresce em Floreal até a adolescência tem fases de sua vida contadas no livro. Seus primeiros desenhos para a costura são comentados na forma com as memórias das suas amigas e amigos contemporâneos contaram.

Pedro Careca, Aliscínio Rossi, Chico Coletti… quantos nomes que marcaram a cidade, dezenas e dezenas de famílias italianas, espanholas… Como é mesmo a história da estrada de ferro que passaria em Floreal? E daqueles imigrantes que fugiram do fascismo da Itália e cantam Bella Ciao em Floreal? Floreal e Magda num único município? A luta pela emancipação da vila em município, quais florealenses a lideraram? Os primeiros prefeitos e seus esforços para erguer um município?

Tudo em meio às histórias das pessoas, suas vidas no cotidiano de uma pequena vila.

Por que você deve ler Floresta Floreal

Meu convite para que você leia Floresta Floreal nasce do sentimento de que a vida de uma pessoa e da sua comunidade é feita de recortes, de momentos. Cada um deles valioso e precioso para quem os vive.

Em Floresta Floreal procurei resgatar histórias, ouvir pioneiros que legaram uma cidade.  Poderia ser você ou a sua cidade. Somos todos humanos. Valorizar e preservar a história das famílias e antepassados, é o sentido. Coloquei minha emoção nessas memórias pessoais e coletivas, elas cativarão seu coração. Ao viver com meu pai essa jornada, faço a ele e às pessoas que nos legaram um presente melhor, a minha homenagem. Há uma pitada de cultura caipira nos relatos, eis que somos frutos do sertão paulista, no seu cantinho oeste. As tradições e os costumes caipiras permeiam a narrativa. Ao ler o livro você vai ter a oportunidade de apreciar a riqueza dessa cultura, o seu jeito de ser, as folias de reis, os bailes no sítio, as ruas escuras e descalças, as comidas e o modo de falar. Um universo à sua espera.

Como a cidade nasce pela derrubada da floresta. Pode ser uma oportunidade para reflexão sobre a relação do ser humano com a natureza? Essa interação melhorou a alguns e pode ter afetado outros? Não é explícita a discussão, mas permeia a história. Enfim, apresentar histórias como forma de inspirar você a rever sua própria história, quem sabe deixar um legado para o futuro.

Convido-o a adquirir o livro, mergulhar nesse universo. Basta clicar aqui.

Gilson Marques

Gilson Marques

“Gilson Marques, nasceu em Floreal, e cresceu no seio de uma família numerosa, com quatro irmãs e um irmão. É casado e tem dois filhos adultos. É formado em Administração de Empresas.”

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O AUTOR:

“Gilson Marques, nasceu em Floreal, e cresceu no seio de uma família numerosa, com quatro irmãs e um irmão. É casado e tem dois filhos adultos. É formado em Administração de Empresas.”

Gilson Marques

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